quarta-feira, 27 de maio de 2015

Caderno IV Linguagens Reflexão unidade 3 "Trabalho, Cultura, Ciência e Tecnologia na área de Linguagens"

REFLEXÃO E AÇÃO 
Uma forma de mobilizar vários dos conceitos discutidos nesta unidade passa pela possibilidade de planejar um trabalho interdisciplinar, em que linguagens e as diferentes dimensões do currículo: trabalho, cultura, ciência e tecnologia apareçam entrelaçados com um tema de interesse dos jovens de Ensino Médio. Entre tantos possíveis, um desses temas poderia ser estudar o que “faz a cabeça” das pessoas, particularmente dos jovens, em relação ao padrão corporal, o “ideal estético” a ser alcançado por homens e mulheres. Para desenvolver um trabalho nessa linha, uma possibilidade seria debruçar-se sobre uma revista ou outro artefato cultural consumido pelos jovens da sua escola, na qual o padrão corporal fique sempre em evidência. Dessa forma, para desenvolver essa atividade recomendamos que o grupo de professores escolha uma revista específica, preferencialmente, disponível em internet. Essa abordagem pode ser realizada em duas etapas. A primeira delas seria a da análise. Tomando como base os conhecimentos das diferentes disciplinas da área de Linguagem e de disciplinas de outras áreas, os estudantes seriam desafiados a analisar a revista em diversas perspectivas, passando tanto pelo conteúdo, como pela identificação dos gêneros textuais predominantes, os efeitos de sentidos procurados, o uso das imagens, o desenho, organização etc. Professores, tomando como referência essa proposta de trabalho interdisciplinar, perguntamos: Qual seriam, em sua perspectiva, os conhecimentos mais “valiosos” que o seu componente curricular poderia aportar para a análise? Qual é a relação desses conhecimentos com as dimensões trabalho, cultura, ciência e tecnologia discutidas nesta unidade ?

   Nós sabemos da importância da linguagem para nos comunicar e expressar nossos sentimentos entre as pessoas do nosso convívio e país. Também sabemos da importância da comunicação mundial e com isso lançamos mão de uma linguagem estrangeira. Esses tipos de linguagem além de fazer parte das nossas vidas, são cruciais para nos relacionarmos.
       Porém, não esqueçamos que há outras formas de linguagem: do trabalho, da ciência, da tecnologia e da cultura. Essas linguagens são necessárias para nos integrar como um todo. Por isso, é importante ajudarmos nossos alunos a focá-las.
   Usamos a linguagem trabalhista quando entramos no mercado de trabalho e começamos a ter contato com termos, expressões e ferramentas que nos fazem profissionais experientes.
      Já a linguagem da ciência é mais específica e requer um conhecimento acadêmico para fazermos melhor uso dela. Nós notamos esse tipo de linguagem quando deparamos com certos termos e experiências científicos. Essa realidade podemos perceber no nosso dia-a-dia.
      Quando nos referimos a linguagem tecnológica, sempre a associamos às máquinas e ao mundo futurista. Não mais podemos negá-la e está fora dela, pois ela está cada vez mais presente e é a linguagem que nos vai guiar ao infinito futuro. Nós já estamos percebendo como a sociedade mundial está mudando não só mais de década para década, mas de alguns anos para alguns anos.
     Por fim, temos a linguagem cultural que nos apresenta ao mundo com a nossa bagagem de conhecimento e experiência. Esse conhecimento cultural que nós temos, é um resultado conjunto às outras formas de linguagem. É o resultado do nosso produto como ser humano.
      Portanto, precisamos conscientizar nossos alunos não só da importância da linguagem nacional e até internacional para se relacionarem, mas também fazerem cientes dessas vitais linguagens: trabalhista, científica, tecnológica e cultural. Elas irão envolvê-los individualmente, para desaguar nas relações com o coletivo, ou seja, com o mundo transformando-os em "CIDADÃOS DO MUNDO".
         Prof.: Geraldo Guedes

sábado, 9 de maio de 2015

Caderno IV Linguagens - Reflexão I "A Área Linguagens e sua contribuição para a formação do estudante do Ensino Médio"

Reflexão e Ação
 Nesta unidade discutimos a formação da área de Linguagens, o conceito de linguagem e apresentamos os conhecimentos da área. Agora vamos refletir um pouco sobre esses temas através da discussão do filme O enigma de Kaspar Hauser, do diretor alemão Werner Herzog, que você pode assistir em: https://www.youtube.com/watch?v=MxpuYFouR70. Consideremos a seguinte ordem na atividade: Assistir ao filme, procurando observar e anotar, quais são as relações entre linguagem e construção da realidade; como as práticas de linguagem estão atreladas aos contextos sociais e históricos; como os conhecimentos de linguagem listados acimas aparecem no filme. Em roda de discussão, comparar as anotações e reflexões. Ainda no grupo, discutir a relação entre imposição e opção na linguagem e entre reprodução e mudança social.



Trabalharemos aqui brevemente um contraponto entre o conteúdo inicial do tópico “1. A Área Linguagens e sua contribuição para a formação do estudante do Ensino Médio”, apresentadas através do material didático desenvolvido para a Formação de Professores do Ensino Médio, funcionando como parte do desenvolvimento do programa do Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio, e o filme “O enigma de Kaspar Hauser”.

Podemos entender a linguagem como produtora de sentido, através dela nos comunicamos com os semelhantes e podemos expressar, ou ao menos tentar expressar, o que desejamos, como nos posicionamos criticamente diante de algum contexto específico.  De acordo com o Caderno IV Linguagens:
“As linguagens são aqui compreendidas como formas sócio historicamente definidas de produção de sentidos, sendo que elas configuram mundos e o que denominamos realidade”. (2014, p.10)

No filme, desde que Kaspar Hauser é literalmente carregado para fora do cativeiro em que cresceu isolado completamente do mundo, ele tem o desafio de desenvolver sua autonomia pessoal, o que se torna extremamente difícil por não conseguir verbalizar, ou antes mesmo disso, por não compreender os simbolismos, denominações e funcionamento do sistema social que a partir daquele momento estava inserido após ser abandonado. Faltou para o protagonista a base comum da comunicação, elementar na vida social. Para ele tudo era novo e ao mesmo tempo que maravilhoso, assustador!

Kaspar, de acordo com os novos aprendizados sobre e com o mundo social, sofria para se adequar, além de se sentir ridicularizado, diminuído, mesmo assim no desenvolver do filme, observamos sua tentativa em romper com convenções sociais naturalizadas e que o personagem não via sentido. Em contrapartida os cientistas e os mantenedores da “ordem” desde o princípio preocupam-se em registrar as “anomalias”, diferenças, como um grande tratado experimental, ficando em segundo plano o ser humano que estava diante deles.

A grande dificuldade nesse contexto pode ser explicada segundo o texto estudado (BONINI,2014) porque a linguagem, entendida como elemento essencial para o exercício da cidadania, é constitutiva das relações humanas, transpondo todas as práticas sociais e as diversas áreas de construção do conhecimento. Os conhecimentos de Kaspar estavam todos sendo construídos já na sua idade adulta, criando uma série de obstáculos e preconceitos.  
Algumas perguntas foram feitas a partir das reflexões diversas, como: Como podemos pensar a educação além dos muros da escola? Quais são os preconceitos vivenciados pelos nossos estudantes? Como podemos combate-los? Qual é o juízo de valor social contemporâneo? Por que o “diferente” tende a sofrer tanto?
Prof. Raquel da Camara

Referências:

BONINI, Adair, et al. Formação de professores do ensino médio, etapa II - caderno IV :      linguagens / Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica; Curitiba : UFPR/Setor de Educação,   2014.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Etapa II - Reunião Oficina com os professores. "Eixo e expressividade"

Oficina do Corpo: Eixo e Expressividade

Queridos Dançantes                                                                                                            
É com muito prazer que ofereço minha aula mais autêntica nessa área, indo do eixo as extremidades, mobilizando musculaturas internas e articulações, orientando a consciência corporal para apropriação dos movimentos, utilizando estímulos externos para o cuidado integral e fomentando a originalidade. 
O trabalho é o resultado de minha pesquisa pessoal com grandes mestres na área de consciência corporal, dança contemporânea, danças populares, danças circulares, teatro, palhaçaria, circo, yoga, pilates e terapia expressiva.
 Gratidão pelas boas experiências e por poder passar adiante para pessoas que buscam leveza, criatividade, autoconhecimento e prazer!
Contato: Simone Nascimento - Facebook     Email: artssim@hotmail.com                                                                                              Cel.: 98851 8151

Primeiro momento: conversa e apresentações;


 Segundo momento: Yoga e cirandas;






Terceiro momento: lanche de confraternização.



Depoimento da oficineira sobre o encontro: 
Ola! Foi uma honra e surpresa dar aula para os professores da Escola Duque de Caxias através do Pacto de Fortalecimento.                                                                                                                                     A Oficina de Eixo e Expressividade estimula a conexão do corpo, mente e emoção com técnicas que relaxam, estimulam a criatividade, auto-conhecimento e promovem a interação do coletivo. Orientar aula de corpo com novidades para um grupo que não costuma praticar essa atividade junto, é um desafio e pode ser constrangedor, mas aos poucos, todos foram relaxando, sendo receptivos com sensibilidade e inteligencia e se entregaram! A roda final com ritmos e brinquedos cantados, foi uníssona: fluiu, girou e transcendeu, fazendo do momento especial e único! Muito Grata! Simone Nascimento.



sábado, 28 de março de 2015

Caderno I Etapa II - Reflexão e ação "Problemas, impactos negativos e ações"

REFLEXÃO E AÇÃO – PAG. 30 Faça uma reflexão acerca do esquema apresentado como síntese desta unidade do Caderno. A seguir, em pequenos grupos, discuta com seus colegas e escreva os principais problemas da escola (Ensino Médio) na coluna da tabela. Analise os impactos desses problemas na escola. Agora, proponha ações para mudar essa realidade. Socialize os resultados desta atividade como contribuição para a reescrita do PPP. 

PROBLEMA
IMPACTOS NEGATIVOS
AÇÕES


Pouca participação dos 
pais
Alunos desinteressados e pais não envolvidos com o processo de ensino-aprendizagem dentro e fora da escola
Definir a maneira como os pais podem contribuir com o PPP, tomar decisões e acompanhar o aprendizado de seus filhos, ajudando-os e incentivando-os nas dificuldades







Faltam recursos humanos







Sobrecarga do diretor
Elaborar um relatório em que conste pormenorizadamente toda a rotina de trabalho desenvolvido pela diretora, deixando evidente que ela atua em diversas áreas, distanciando-se de sua função principal, que é ser diretora geral da escola. Poder-se-ia, com o apoio e depoimento de professores e funcionários, exercer um pouco de pressão sobre os órgãos competentes, para que a escola voltasse a ter um diretor adjunto, independente de resultados de desempenho ou de número de alunos.




Evasão



Desestímulo e esvaziamento da escola, podendo acarretar no fechamento de turmas.
Projetos que estimulem os alunos gerando maior aprendizagem e conhecimento coletivo.
Oficinas de atividades práticas (marcenaria, eletrônica, construção civil) ministradas pelos próprios alunos ou ex-alunos que dominem o conhecimento






Alto índice de reprovação






Abandono, distorção idade-série
Implementar Programa de Educação Integral (contra-turno) com Projetos Interdisciplinares (Temas Transversais), Projeto de Correção de Fluxo e Projeto de Reforço Escolar. Criação de Ensino Médio nos turnos da manhã e tarde.
Elaboração de conteúdos e de avaliações que valorizem o conhecimento prático dos alunos.





Problemas de infraestrutura





Instalações inadequadas para a aprendizagem
Construção de Quadra Poliesportiva, Adequação do Laboratório de Ciências e reforma com climatização do auditório.
Solicitação de aumento de verba à Secretaria de Educação.
Levantamento das necessidades estruturais do colégio, bem como um requerimento de melhoria junto à secretaria de Educação. 


Caderno I Etapa II - Reflexão "Abandono e distorção idade-série".


A questão do abandono parece somente ser possível de se solucionar através de uma série de ações que quase todos os professores e educadores conhecem de cor. Dentre as quais, a mais importante, e certamente a mais difícil para a nossa realidade, é fazer com que as famílias dos alunos estejam mais presentes na vida escolar dos mesmos, assim como em todo o seu processo educativo. Sem a participação dos responsáveis para que desenvolvam uma parceria com os professores, não parece ser possível fazer com que alunos desinteressados em estudar possam frequentar as aulas, ou mesmo aprender alguma coisa.
O papel do professor é fundamental no que diz respeito à questão de desenvolver meios, estratégias e aulas que busquem cativar, prender a atenção e estimular os alunos a estudarem e aprenderem, mas a prática em nossa escola já nos mostrou que apenas isso não é o suficiente. Enquanto os responsáveis forem meros cúmplices do desinteresse e da falta de vontade de aprender, por questões culturais e hereditárias, continuaremos tendo um aproveitamento muito pobre.
Em relação à distorção idade-série, me parece que a única maneira de se corrigir tal erro é investindo-se numa educação de qualidade do 1º ao 5º anos do ensino fundamental. Pode parecer óbvio, mas o alto índice de reprovações se dá por conta de um despreparo e de uma defasagem muito grande de nossos alunos que, por exemplo, chegam ao ensino Fundamental II e ao Ensino Médio, sem conhecerem os fundamentos da gramática, por exemplo, no caso da Língua Portuguesa. Desta forma, estamos sempre tendo que fazer revisões de temas que já deveriam ter sido internalizados por nossos alunos, que é o que fazemos sistematicamente com eles, só que muitas vezes em vão, devido aos problemas relatados acima no tema abandono escolar. 
Prof. Alexandre Daumerie

quinta-feira, 19 de março de 2015

Reunião com os professores - Reflexão e ação - Etapa II - 4/2/2015


Pauta da reunião: Esclarecimentos relativos a etapa II do Pacto de Fortalecimento do Ensino Médio; propostas de atividades e projetos a serem desenvolvidos pelo grupo de professores.

terça-feira, 10 de março de 2015

ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO Etapa II – Caderno I - VALORIZAÇÃO E INTERPRETAÇÃO DO PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO...PPP

                Antes de qualquer mudança significativa na aprendizagem dos alunos, precisamos ter claro conhecimento sobre a visão e a missão da escola. E isso só é possível com a construção coletiva do PPP, que nos permite conhecer a realidade de nosso aluno, nos garante que a prática democrática também alcance a sala de aula, e torna possível que a escola cumpra o seu papel de garantir formação humana integral, valorizando o trabalho cooperativo, a problematização e a construção do conhecimento. Este processo precisa envolver toada a comunidade escolar. Eis aqui o maior desafio: criar oportunidades de participação de todos os envolvidos.
                Assim, podemos entender que o PPP é instrumento de comunicação, interação entre a comunidade escolar, e de intervenção na realidade escolar, privilegiando contínuas reflexões e diálogos, em torno das demandas, necessidades, fragilidades e potencialidades apresentadas nessa realidade na qual a escola está inserida.
                “O PPP tem que ser entendido como um documento público, comum a todos, tanto na sua construção, quanto na sua operacionalização e avaliação...” (José Mário Almeida-2009).
                E aí o coordenador pedagógico tem relevante papel no planejamento e mobilização dessa prática. Então esbarramos em algumas dificuldades para essa construção coletiva do PPP, como:
·         Falta do coordenador pedagógico, sobrecarregando o diretor, que por sua vez também não conta com a ajuda de um diretor adjunto;
·         Dificuldade no uso de tempos e espaços escolares, interferindo na interação de todos os envolvidos;
·         Desenvolver nos pais o conceito de participação ativa;
·         A estrutura verticalizada de nossos sistemas educacionais;
·         Nossa pouca experiência democrática.
                Então, creio, que para colocarmos em prática essa participação ativa no processo pedagógico, precisamos desenvolver um ambiente informativo, fazendo circular as informações em todas as etapas do planejamento escolar, e envolvendo todas as pessoas que integram nossa comunidade. Para isso é preciso ousadia, participação irrestrita, comprometimento e criatividade de todos.

Prof. Gláucia Cabral