sábado, 28 de março de 2015

Caderno I Etapa II - Reflexão "Abandono e distorção idade-série".


A questão do abandono parece somente ser possível de se solucionar através de uma série de ações que quase todos os professores e educadores conhecem de cor. Dentre as quais, a mais importante, e certamente a mais difícil para a nossa realidade, é fazer com que as famílias dos alunos estejam mais presentes na vida escolar dos mesmos, assim como em todo o seu processo educativo. Sem a participação dos responsáveis para que desenvolvam uma parceria com os professores, não parece ser possível fazer com que alunos desinteressados em estudar possam frequentar as aulas, ou mesmo aprender alguma coisa.
O papel do professor é fundamental no que diz respeito à questão de desenvolver meios, estratégias e aulas que busquem cativar, prender a atenção e estimular os alunos a estudarem e aprenderem, mas a prática em nossa escola já nos mostrou que apenas isso não é o suficiente. Enquanto os responsáveis forem meros cúmplices do desinteresse e da falta de vontade de aprender, por questões culturais e hereditárias, continuaremos tendo um aproveitamento muito pobre.
Em relação à distorção idade-série, me parece que a única maneira de se corrigir tal erro é investindo-se numa educação de qualidade do 1º ao 5º anos do ensino fundamental. Pode parecer óbvio, mas o alto índice de reprovações se dá por conta de um despreparo e de uma defasagem muito grande de nossos alunos que, por exemplo, chegam ao ensino Fundamental II e ao Ensino Médio, sem conhecerem os fundamentos da gramática, por exemplo, no caso da Língua Portuguesa. Desta forma, estamos sempre tendo que fazer revisões de temas que já deveriam ter sido internalizados por nossos alunos, que é o que fazemos sistematicamente com eles, só que muitas vezes em vão, devido aos problemas relatados acima no tema abandono escolar. 
Prof. Alexandre Daumerie

quinta-feira, 19 de março de 2015

Reunião com os professores - Reflexão e ação - Etapa II - 4/2/2015


Pauta da reunião: Esclarecimentos relativos a etapa II do Pacto de Fortalecimento do Ensino Médio; propostas de atividades e projetos a serem desenvolvidos pelo grupo de professores.

terça-feira, 10 de março de 2015

ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO Etapa II – Caderno I - VALORIZAÇÃO E INTERPRETAÇÃO DO PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO...PPP

                Antes de qualquer mudança significativa na aprendizagem dos alunos, precisamos ter claro conhecimento sobre a visão e a missão da escola. E isso só é possível com a construção coletiva do PPP, que nos permite conhecer a realidade de nosso aluno, nos garante que a prática democrática também alcance a sala de aula, e torna possível que a escola cumpra o seu papel de garantir formação humana integral, valorizando o trabalho cooperativo, a problematização e a construção do conhecimento. Este processo precisa envolver toada a comunidade escolar. Eis aqui o maior desafio: criar oportunidades de participação de todos os envolvidos.
                Assim, podemos entender que o PPP é instrumento de comunicação, interação entre a comunidade escolar, e de intervenção na realidade escolar, privilegiando contínuas reflexões e diálogos, em torno das demandas, necessidades, fragilidades e potencialidades apresentadas nessa realidade na qual a escola está inserida.
                “O PPP tem que ser entendido como um documento público, comum a todos, tanto na sua construção, quanto na sua operacionalização e avaliação...” (José Mário Almeida-2009).
                E aí o coordenador pedagógico tem relevante papel no planejamento e mobilização dessa prática. Então esbarramos em algumas dificuldades para essa construção coletiva do PPP, como:
·         Falta do coordenador pedagógico, sobrecarregando o diretor, que por sua vez também não conta com a ajuda de um diretor adjunto;
·         Dificuldade no uso de tempos e espaços escolares, interferindo na interação de todos os envolvidos;
·         Desenvolver nos pais o conceito de participação ativa;
·         A estrutura verticalizada de nossos sistemas educacionais;
·         Nossa pouca experiência democrática.
                Então, creio, que para colocarmos em prática essa participação ativa no processo pedagógico, precisamos desenvolver um ambiente informativo, fazendo circular as informações em todas as etapas do planejamento escolar, e envolvendo todas as pessoas que integram nossa comunidade. Para isso é preciso ousadia, participação irrestrita, comprometimento e criatividade de todos.

Prof. Gláucia Cabral


ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO Etapa II – Caderno I - Reflexão sobre a diversidade e pluralidade

A diversidade e a pluralidade realmente é um desafio na organização do trabalho escolar. Pois é difícil reverter uma situação cultural que vem de décadas. O novo exige mudanças e não é a fácil fazer mudanças em uma situação intocável. Requer muitas leituras, muitos exemplos mostrando como a atual situação nos faz mal e requer a generosidade da comunidade a qual se pretende mudar. Além disso, a mudança não acontece da noite para o dia. Temos que dá tempo ao tempo.
A pluralidade e a diversidade podem proporcionar uma motivação para o trabalho pedagógico, demonstrando as várias maneiras de viver e pensar. Com isso, os grupos diferentes vão conhecendo os anseios e os desejos uns dos outros. Mostrando assim, que embora diferentes, somos iguais como seres humanos. Esse convívio com pessoas tão diferentes de nós, pode nos ensinar que mesmo não sendo parecidos, as pessoas tem um só objetivo: serem felizes e viverem em paz.
Essa reflexão possibilita uma convivência harmoniosa, tolerante e democrática, além de tocar no sentimento humano de cada um. Isso faz com que as pessoas sintam na pele o preconceito sentido por quem sofre. Assim, teremos uma comunidade mais igualitária, humana e generosa.
Como atividades propostas, temos: peças teatrais, entrevistas, debates, exposições orais  de casos de preconceito vividos por grupos. Um ponto deve ficar claro nesse trabalho pedagógico: ninguém quer sofrer, ser descriminado e humilhado. Todos querem ser aceitos, respeitados e compreendidos para serem pessoas totalmente felizes.

Prof. Geraldo G. da Silva Filho


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Reunião com os professores - Reflexão e ação - Etapa I - 10/12/2014




PROJETO DIVERSIDADE NO C.E. DUQUE DE CAXIAS

Público-alvo: Comunidade escolar
Período: Outubro a novembro de 2014
Justificativa
Esse projeto visa atender ao impositivo da Lei Federal nº 10.639/03, que torna obrigatório o ensino de História e Cultura Africana e Afro-Brasileira nas escolas de Ensino Fundamental e Médio. Essa lei altera a LDB (Lei de Diretrizes e Bases) e tem o objetivo de promover uma educação que reconhece e valoriza a diversidade e que ressalte a importância da cultura negra na formação da sociedade brasileira. Pesquisas indicam que os estudantes negros a cada dia estão abandonando o espaço escolar e isso acontece em parte devido a fatores ligados a construção da autoimagem desse elemento que vem ao longo dos séculos sendo enfraquecida por causa de no Brasil essa identidade não ser contemplada de maneira equilibrada. A cultura brasileira é formada pelas heranças culturais europeias, indígenas e africanas, porém essas três contribuições no sistema educacional não recebem um tratamento igualitário. Por isso, ter como meta a efetiva realização das prerrogativas dessa Lei é essencial para a construção de uma sociedade mais igualitária. Desse modo, a luta contra o preconceito precisa ser encampada pela coletividade, não sendo responsabilidade somente de quem sofre discriminação.
Objetivo Geral
·         Conscientizar os docentes e alunos acerca dos conteúdos relacionados à Cultura Africana.
Objetivos específicos
·         Conhecer e valorizar a Historia e Cultura africana
·         Apresentar aos docentes e alunos as contribuições da cultura africana em nossa cultura.
·         Levar os alunos a construir uma boa imagem de si mesmos e a resgatar a influencia da cultura africana na construção de sua identidade.


Desenvolvimento do 1º momento: com docentes
Visando a integração dos docentes dessa unidade escolar ao tema citado, serão realizados palestras e debates contemplando os seguintes assuntos:

·         Historia da África: 13/10/2014 - Gil
·         Teorias Raciais: 21/10/2014 – Luzia
·         O negro e a literatura: 29/10/2014 - Rita
·         Relações Raciais e Currículo: 06/11/2014 - Lygia
·         Religiões de matriz Africana: 14/11/2014 – Rita ou quem tiver disponibilidade.

Desenvolvimento do 2º momento: com alunos (17, 18 e 19/11/2014)

·         Atividade realizada com professor convidado;
·         Cine debate. Os alunos assistirão a um vídeo que aborde o tema;
·         Almoço temático: comida de  origem africana;
·         Cada docente desenvolverá atividades que propiciem o desenvolvimento de atividades ligadas ao tema.




















Reflexão a partir do Caderno VI - Etapa I "AVALIAÇÃO NO ENSINO MÉDIO"

Reflexão e Ação
Na avaliação institucional de sua escola, como têm sido abordadas as avaliações externas e como têm sido utilizados seus resultados?  Existe algum tipo de atividade voltada para essas avaliações? Como, por exemplo, or- ganização de simulados, laboratórios ou espaços de diálogos? – Os alunos fazem comentários sobre o Enem? Se afirmativo, em que perspectiva? – A organização dos planos de ensino, de alguma forma, tem levando em conta as matrizes de referência do Enem?

As avaliações externas constituem-se em importante elemento complementar à formação da média de nossos alunos. Em nossa prática usual, aproveitamos a nota dos exames como um percentual da nota final de cada bimestre. Ao longo do ano letivo as turmas vão realizando as tarefas com acompanhamento de perto pelo docente, embora o resultado das mesmas ainda não seja satisfatório.
Em nossa unidade de ensino, temos o costume de aplicar testes simulados bimestrais, a exemplo da iniciativa oficial do Estado através da avaliação denominada Saerjinho. Tais simulados visam ao aperfeiçoamento de nossos alunos com a prática dos exercícios para que atinjamos uma excelente performance nas avaliações externas, mais particularmente o Saerj.
Com relação ao exame de grande prestígio no momento, o Enem, os alunos estão demonstrando um maior interesse nos conteúdos, pois alguns deles têm planos de ingressar em uma faculdade. No entanto, reconhecemos que os resultados são incipientes, com uma progressão lenta em relação ao que é esperado de um aluno que realiza o Enem. No que diz respeito à Língua Portuguesa, os conteúdos da grade de correção das redações do certame são trabalhados pela docente em sala de aula, visando a chegar próximo ao desejado do candidato que realiza o referido exame.
Nessa etapa – o preparo do aluno para as redações – outras áreas do conhecimento são muito bem-vindas, uma vez que o conhecimento de mundo que deve ser apresentado nos textos advém dessas outras áreas, como conhecimentos de história, sociologia, filosofia, artes, enfim, o conteúdo é muito abrangente.
A formação do aluno então acaba dependendo de todas as áreas. Necessitamos de um upgrade em nossas práticas para que os objetivos sejam atingidos, a cada ano com um percentual maior. Cremos que, dessa maneira, teremos capacidade de enviar mais alunos aos bancos universitários.
Quanto à organização dos planos de ensino, levando em consideração as matrizes de referência do Enem, procuramos nos balizar no Currículo Mínimo. Entretanto, na maioria das vezes o conteúdo programático sugerido pelo mesmo não se encontra em consonância com a realidade de nossos alunos, principalmente devido a uma carência crônica de conteúdo prévio e necessário ao acompanhamento do mesmo.

 Prof. Alexandre Daumerie  e Kassia F. da Cunha